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Recursos Humanos. E Agora?!?!?

Recursos Humanos. E Agora?!?!?

Estamos num beco sem saída. Cada vez mais estabelecimentos a surgirem do nada. Cada vez mais empresários no mundo da restauração, por vocação ou por outra qualquer razão.

Ao aumento exponencial de oferta de estabelecimentos, deu-se o fenómeno da oferta de mão de obra especializada ser bem inferior às necessidades. Como tal, ou se compete com ofertas de melhores ordenados de forma a captarmos os que melhor se adequam ao nosso trabalho ou então recorremos a tudo o que aparecer, arriscando, lendo os sinais que nos dão naquilo que são valores como dedicação e responsabilidade, o que mesmo para um “impreparado” são requisitos vantajosos.

Vamos a realidades. A alta restauração e hotelaria, embora tenha dificuldades em captar e reter mão de obra, não tem a mesma amplitude no processo que a media e baixa restauração.

Surgem varias razões para tal. Assim à cabeça, uma realidade bastante efectiva é o nível empresarial em que está neste momento o fenómeno e a sua continuidade cultural até, que já nos acompanha de tempos muito longínquos. Outro é, a cada vez menos disponível atitude dos funcionários mais recentemente formados ou entregues a esta industria, para trabalharem horas a fio, intermináveis, fins de semana e outros dias especiais, ausentes da família ou de outros comportamentos prioritários para si.

Digamos que, os empresários que já perceberam que terão de compor uma nova perspectiva do seu negocio, no tratamento e respeito para com o seu património e recursos de mão de obra, terão forçosamente melhores resultados, porque terão certamente uma uniformidade de critérios de serviço e produto, assim como continuidade motivacional naqueles que se apresenta diariamente ao local de trabalho, defendendo o seu posto como se fossem deles próprios o negocio. 

Eu não tenho medo algum de afirmar, que podemos formar tecnicamente os melhores dos melhores, com todas as condições físicas, técnicas e mentais para o sucesso. Mas se não oferecermos profissionais ao mercado de trabalho, que sintam mais do que a profissão, o negocio onde se inserem, deduzo que pela competitividade entre vagas e salários e falta de recursos, então estamos claramente a rejeitar um serviço de topo, com competências notórias na abordagem aos clientes, na produção e gestão de produto.

Este quadro que vivemos nesta industria hoje em dia, é exclusivamente negligencia na visão e antecipação empresarial, assim como ao nível formativo, em qualquer modelo de ensino e formação. E sobretudo à cultura de negocio e empresa que vai resistindo e sobrevivendo.

Melhores salários, melhores condições de trabalho e melhores empresários. Aos quais se juntam, novas formas de ensino, formação técnica e sobretudo cívica, poderão reverter esta situação.

Porque a restauração e hotelaria, não pode ser a industria de que todos se refugiam para ter o seu negocio e próprio emprego. E porque, qualquer um poderá achar durante o seu sono, que nasceu para servir, ou cozinhar…

É preciso para ambos, prestarem provas, encartarem-se e fazerem como manda a lei, ou seja, pagar impostos, pagar a horas, receber a horas, tratar bem e dar-se ao respeito…


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